quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Criação do Mundo

Por um simples ato de sua vontade, Deus fez o mundo – a partir do nada, pois, no princípio, só Ele – Eterno – existia.

Conta a Bíblia, no Gênesis, que Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Estes "seis dias" correspondem a épocas que podem ter durado milhões de anos. Como já foi dito, a intenção do autor sagrado não era fazer obra científica. Sua finalidade era levar aos homens o conhecimento de Deus. Por isso Moisés usou a linguagem de seus contemporâneos, aludindo a fenômenos da natureza, empregando imagens alegóricas.

PRIMEIRO DIA

"No Princípio, Deus criou o céu e a terra", isto é, o mundo espiritual e o mundo corporal. Ai o céu é o mundo espiritual, o mundo de nosso destino definitivo, após vivermos no mundo passageiro. O mundo material começou em estado de caos (sem forma, nem luz).

A matéria primitiva, que foi chamada por Moisés de terra, por efeitos das leis naturais (estabelecidas por Deus), modificou-se. Esta evolução é devida não à essência da matéria, mas à vontade de Deus, expressa por Sua palavra criadora "Faça-se"

Segundo cientistas, esta matéria primitiva seria gasosa e ocupava o universo. Ora, isso não contraria a narrativa bíblica, pois todos os metais e todos os minerais elevados a uma temperatura suficiente se tornam gasosos, ocupando um espaço bem maior (todo o universo). Além disso, a análise espectral demonstra que o sol, os planetas e as estrelas fixas são compostos dos mesmos elementos que a terra, o que permite a conclusão de uma origem comum.

De acordo com a Bíblia, ainda, no "primeiro dia", Deus disse: "Faça-se a luz". A força de atração (Gravidade) e o choque dos átomos produziram a luz e o fogo.

"E a luz existiu". Imaginemos o clarão de uma imensa bola de fogo explodindo no espaço. (Calcula-se que essa explosão radioativa se deu há cerca de 18 bilhões de anos)

SEGUNDO DIA

No "segundo dia", Deus fez o firmamento e separou umas águas das outras. Houve a separação, ordenação e solidificação das massas criadas.

"E Deus chamou o firmamento de céu" (não se trata, ai porém, do céu dos espíritos, mas sim da atmosfera terrestre). Uma parte daquela massa cósmica, solidificada, passou a constituir a terra propriamente dita.

TERCEIRO DIA

A partir do "terceiro dia", deixando os outros astros, que continuaram a se formar, Moisés ocupa-se exclusivamente com a terra. Neste período (calculado por estudiosos em alguns milhares de anos depois de formada), a terra, em fusão, pelo contínuo resfriamento, passou do estado gasoso para o líquido. Continuando a perda de calor, formou-se a crosta sólida.

"As águas que estão debaixo do céu juntem-se num só lugar e apareça o elemento árido. E Deus chamou ao elemento árido, terra e ao conjunto das águas, mares". Com o solo úmido e sob a influência do calor e da luz, formou-se o ambiente para o surgimento da vida. E nasceram as plantas.

QUARTO DIA

No "quarto dia". Deus disse: "Sejam feitos, luzeiros no firmamento do céu e separem o dia da noite, sirvam para sinais e para distinguir os tempos, os dias e os anos".

Pelo contínuo resfriamento da terra, com as águas exalando menos vapor, os outros astros tornaram-se visíveis e, ao mesmo tempo, a influência do sol se manifesta na distinção dos dias e das noites e nas estações do ano.

QUINTO DIA

No "quinto dia" surgem os peixes e as aves. Pela primeira vez aparece a palavra VIDA. Aqui o autor volta ao verbo criar (omitido nos outros "dias"), querendo, talvez, significar que a vida, como a matéria bruta, só se poderia originar por especial intervenção divina.

SEXTO DIA

No "sexto dia", Deus fez os outros animais e, por fim, o HOMEM – o homem, como síntese, como acabamento, tendo em si todas as formas de vida (vegetativa, animal e racional).

SÉTIMO DIA

No "sétimo dia", "Deus descansou". "E abençoou o sétimo dia e o santificou". Santificar, significa "reservar para Deus". "Descansando", "abençoando" e "santificando" o "sétimo dia", Deus nos adverte que "o homem, elevando consigo as demais criaturas, deve voltar-se para Deus, onde tudo encontra repouso e consumação"

COMPLEMENTAÇÃO

Nenhuma das sentenças propostas para explicar a origem do universo procede além de uma massa de matéria primitiva, donde todos os corpos derivam. Esta massa é simplesmente pressuposta e os cientistas só traçam a gênese do mundo a partir dela. Isto é legítimo, pois a observação não lhes permite ir além. A sã razão, e muito mais a fé, compete completar o explicação da ciência.

A matéria não pode ser eterna, pois ela tem uma história ou evolução – e o que muda não tem, por si mesmo, plenitude de ser, perenidade ou eternidade. Ora, quem daria início à matéria primitiva, senão alguém eterno e imutável, tendo em si mesmo a perfeição do ser, conhecendo a razão de ser das coisas que mudam, que ora são, ora não são (pois passam por estágios diferentes), que hoje se apresentam de um modo, amanhã de outro?

Por um ato de soberana potência, somente Deus poderia fazê-lo. Esta é mais uma conclusão da reta inteligência, e uma das afirmações básicas da fé.

Sócrates, Platão, Aristóteles, gênios da humanidade, proclamaram em sua Filosofia a existência de um Deus, criador do universo. E os gregos em geral, além e acima de deuses de sua fantástica mitologia, admitiam um "Deus desconhecido". A idéia de uma divindade criadora está presente em todos os povos de todos os tempos.

Relativamente ao descanso de Deus, o homem deve trabalhar com ordem e harmonia – e fazer uma pausa para contemplar sua obra, analisá-la, meditar e, como criatura, louvar o Criador.

Depois da criação, "Deus viu todas as coisas que tinha feito e viu que eram boas".

Felizes seremos imitando o Divino Artífice.

Figuras do Messias

Figuras do Messias
 
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Messias : vem do hebraico masiah (ungir). O messias Bíblico é, pois, o ungido, que significa sagrado.

Cristo : vem do grego Christos, que, também, significa ungido.

Jesus : orginina-se do hebraico jeschuang (salvador). Portanto, Messias, Cristo e Jesus designam o Enviado de Deus, o Salvador dos homens, o Mediador prometido.

O Antigo Testamento é figura do Novo, como podemos observar novamente:

Adão

O primeiro homem, como pai da humanidade, representa Jesus, o primeiro de uma nova linhagem.

Abel

O segundo filho de Adão e Eva é simbólico de Jesus, por ter sido morto inocente.

Noé

Figura de Jesus, por Ter salvo, na Arca, os que creram na Palavra de Deus. Noé representa o Cristo - que salva, pela Igreja (comparada, muitas vezes, a um barco). Noé salva mediante o lenho da Arca - e Cristo, pelo madeiro da cruz.

A própria Arca, é também, um símbolo do salvador. As dimensões da Arca, representam um homem deitado, respeitando-se as proporções. Tanto em altura, comprimento e largura. Santo Agostinho comparou a porta da Arca ao lado de Cristo (aberto na cruz), fonte de água e sangue, que purifica e redime. E o Sagrado Coração, "fornalha ardente de caridade", "lâmpada dos aflitos", "farol dos caluniados e perseguidos", "espinho rubro de nossa alegria".

Isaac

O filho de Abrão é facilmente identificado com Jesus. Leia-se o trecho do Gênesis em que Deus diz àquele Patriarca: "Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão, e ai o oferecerás em holocausto, sobre um dos montes que eu te mostrar" (Gn 22). E Abraão (no caso, representando Deus Pai) dispôs-se a sacrificar seu filho amado. E Isaac (o símbolo de Cristo) aceitou o sacrifício (que, meramente figurativo, não foi consumado). Isaac foi substituido por um cabrito "preso, pelo chifre, entre os espinhos" (Jesus, a vítima real, no verdadeiro sacrifício, substituindo Isaac, teve sua cabeça coroada de espinhos).

Jacó 

Símbolo misterioso, irmão de Esaú - ambos filhos de Isaac. Não é muito edificante a história destes dois irmãos, Santo Agostinho, diz simplesmente: "Não é mentira, mas mistério". Por um prato de ervilhaca, Jacó (suplantador) comprou de Esaú (o peludo), o direito de primogenitura. Mais tarde, diante de Isaac, já velho e cego, apresentou-se coberto de peles de um cabrito (fingindo ser Isaú), conseguindo, assim, receber a bênção, como primogênito.

Na verdade em toda a narrativa, há muito mais mistério que mentira, Quem não vê aí, substituindo Adão, o primogênito entre os homens, a figura de Cristo, revestido por nossos pecados? Ainda mais: como, entre os irmãos, Esaú era o primogênito, na humanidade, o povo judeu o era. Mas os judeus renunciaram a Cristo (como Esaú renunciou ao direito de primogenitura) e Jacó o suplantou - como os gentios (os outros povos) converteram-se. E, assim, como os dois irmãos terminaram por se reconciliar, está predita a união entre judeus e gentios.

José

Era filho predileto de Jacó. Vendido por seus irmãos, mais tarde, no Egito, salva-os da morte pela fome. Dá exemplo de pureza e bondade e é chamado, pelo faraó, de "salvador do povo".

Moisés

O próprio autor do Gênesis é figura de Deus, nosso guia, a quem devemos obediência e respeito. A quem devemos seguir para entrar na terra prometida. Particularmente, simboliza Cristo, como o libertador e legislador da Nova Lei.

Melquisedeque

É rei e sacerdote do Antigo Testamento, é figura de Deus Eterno. São Paulo, na epístola aos Hebreus (cap. 7), fala a esse respeito. Mas seu principal valor simbólico está em Ter sacrificado pão e vinho - sacrifício nitidamente semelhante ao de Jesus, na Última Ceia. E Davi, o rei-poeta, no salmo 109, diz referindo-se ao Messias prometido, sacerdote e rei: "Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque".

Existe no Antigo Testamento, várias outras imagens figurativas de Jesus Cristo, mas o importante é que a nossa vida, de algum modo, lembre a vida de Cristo, seu exemplo, sua lição. E então nossa vida terá um sentido novo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

VIVER A SERVIÇO DO AMOR


A VOZ DO PASTOR

“Apascentai o rebanho de Deus que vos
foi confiado, cuidando dele, não por coação, mas
de livre vontade, como Deus o quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas
antes, como modelos do rebanho. Assim, quando
aparecer o supremo pastor, recebereis a coroa
imarcescível da glória” (1Pd 5,2-4)
Esta Palavra de Deus nos exorta a viver a
nossa missão pastoral como um serviço de Amor
ao Povo de Deus e em Comunhão e Unidade entre
nós. Alguns princípios fundamentais devem reger
a nossa vida e a nossa missão pastoral: o princípio
Trinitário; o princípio da Verdade; o principio da
Comunhão; o princípio da Colaboração; o princí-
pio da Justiça e da Legalidade e o princípio da pessoa certa no lugar certo.
O princípio Trinitário nos faz tomar consciência de que fomos Criados por Deus Pai, Redimidos por Cristo e Santificados pelo Espírito Santo.
No nosso ministério pastoral agimos em Nome do
Pai (fomos criados à Sua imagem e semelhança),
em Nome do Filho – Jesus Cristo (enviado para
expiar os nossos pecados e que faz de nós, mestres, sacerdotes e pastores) e em Nome do Espírito
Santo, (que nos regenera, santifica e dá sabedoria à Igreja). Tudo o que foi revelado e cremos a
respeito da glória de Deus atribuímos igualmente
às três Pessoas da Trindade, que é Deus eterno e
verdadeiro.
O princípio da Verdade deve ser um crité-
rio pastoral constante. A verdade revelada, a Palavra de Deus, o Magistério da Igreja, a Tradição vida
da Igreja, os planejamentos pastorais da Diocese e
das Foranias, devem ser elementos irrenunciáveis
de todo o ministério pastoral dos padres e diáconos e das atividades paroquiais. O pastor deve ser
o primeiro a acolher para a sua vida a verdade que
anuncia ao povo a ele confiado. Uma pastoral só
é autêntica se ancorada na verdade de Deus e na
verdade dos fiéis.
O princípio da Comunhão nos impele a
promover a unidade de fé, de amor e de disciplina.
A unidade não é uniformidade, é a legítima variedade que deve ser reconhecida, acolhida e tutelada. O bem da Diocese e das Foranias deve ser considerado, defendido e tutelado pelas comunidades
paroquiais e a Forania deve conhecer e promover
o bem das comunidades e estar em constante di-
álogo com os pastores e fiéis, respondendo pastoralmente às rápidas e continuas mudanças que
devemos evangelizar.
O princípio da Colaboração nos impele a
praticar a eclesiologia da comunhão, uma vez que
os batizados seja individualmente seja associados entre si, têm o direito e o dever de colaborar,
cada um segundo a própria vocação e o carisma
recebido de Cristo e do Espírito Santo, na missão
que Cristo confiou à Igreja: ser Sal, Luz e Fermento da civilização do amor. Cada um assuma o seu
cargo e sua responsabilidade com zelo cumprindo
os sagrados cânones e respeite as competências
deixando-se ajudar e coordenando as diversas instancias sob sua jurisdição.
O principio da Justiça e da Legalidade solicita a todos nós a submissão às leis canônicas para
que sejam tutelados o bem comum e o bem de
cada um dos batizados. Os fiéis e os pastores têm
o dever de exercer bem os próprios deveres em relação aos outros, a família, à Igreja e à sociedade.
O respeito às leis vigentes é uma segurança para
que os bens imóveis sejam reconhecidos e possam
garantir a continuidade dos trabalhos pastorais
que abrigam. Os funcionários registrados, os voluntários cadastrados e outros deveres legais, são
questões de justiça e dever de todos.
O princípio da Pessoa Certa no lugar certo exige de todos os pastores uma conduta guiada
unicamente por critérios sobrenaturais e o bem
pastoral da Igreja particular. Na condução do Povo
de Deus, olhe-se antes de tudo para o bem das almas, a dignidade das pessoas e se aproveitem as
capacidades das pessoas de forma útil e idônea e
a serviço da comunidade. Não nos acomodemos
e estejamos abertos às necessárias mudanças e
transferências que são sempre boas para o povo
e para os pastores. Deus nos chamou e nós deixamos tudo para seguir a Cristo e servir o povo de
Deus. Se não estivermos livres e felizes na nossa
missão somos os mais miseráveis dos homens,
pois não temos o que deixamos e nem o que buscamos.
Estas considerações fazem parte do “Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos”. O
Ministério Pastoral dos padres e diáconos exercido em estreita colaboração e comunhão com os
bispos é causa de alegria e de construção do reino de Deus, por obra do Espírito Santo. O povo de
Deus tem direito de receber o máximo de graças
de Deus e de viver o Amor e a Unidade dos quais
nós somos os guardiões e promotores.
Caminhemos juntos com zelo e alegria.
Dom Joaquim Justino Carreira
Bispo Diocesano de Guaru

Mensagem ao Povo de Deus a respeito da renúncia do Papa Bento XVI

Brasao_Dom_JoaquimA paz esteja convosco!
​A Diocese de Guarulhos recebeu com surpresa e admiração a notícia da renúncia do Papa Bento XVI, prevista para o dia 28 de fevereiro de 2013. Esta atitude, apesar de incomum, está prevista no Código de Direito Canônico, Canon 332 § 2, que expressa que tal renúncia deve ser feita livre e espontaneamente pelo Romano Pontífice; e, uma vez feita, não requer que seja aceita por alguém, porque o Papa é a instância máxima na Igreja.
​Partindo do princípio de que a autoridade na Igreja é serviço, o Papa, diante de seus limites de saúde, vê que não pode mais responder satisfatoriamente às exigências da missão; propõe sua renúncia como expressão de sua fé, fundamentada nos acontecimentos que está experimentando, e deixa seu lugar para aquele que Deus escolher como novo Papa.
​Na Igreja, Deus chama, o homem responde e é investido da missão de santificar, governar e ensinar o Povo de Deus. Isto vale para todo batizado, todo consagrado, e também para o Papa.
​Nada temos a recriminar em relação à vida e atitudes do papa Bento XVI, mas apenas bendizer por seu amor, serviço, dedicação e sacrifícios em favor do Povo de Deus ao longo de toda sua vida.​
​
O Papa afirma que o motivo de sua renúncia não são os problemas que a Igreja enfrenta, mas sua situação pessoal, que ele assume com espírito de fé, caridade e de serviço, e a que ele dará continuidade no local que escolher para retirar-se, prosseguindo, assim, a sua missão, orando e intercedendo pelo Povo de Deus.
​No próximo dia 22 de fevereiro, Festa da Cátedra de São Pedro, às 12h, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, convidamos a todos para a Santa Missa em Ação de Graças pela vida e missão do Papa Bento XVI. Pedimos que em todas as paróquias seja colocada esta mesma intenção nas missas e celebrações.
​Guarulhos, 11 de fevereiro de 2013, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.
+ Dom Joaquim Justino Carreira
Bispo Diocesano de Guarulhos

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O que é o Advento?

O Advento vem da palavra latina "adventus" (que significa "vinda" ou "visita") e designa o tempo litúrgico de espera pela chegada de Jesus no Natal. A Encarnação, mistério de Cristo que se faz Homem, é o eixo central da nossa fé: ela transformou a história da salvação para sempre e, portanto, merece o tempo de preparação que a precede. O Advento, no entanto, não é somente uma época de expectativa diante do Natal: também é uma lembrança de que Cristo nos prometeu que voltará mais uma vez no final dos tempos. A Igreja nos convida viver o Advento orando, recebendo os sacramentos e realizando atos piedosos, para tornar Jesus presente em nossas vidas.


  1. O Advento, época que dá início ao ano litúrgico, é o período compreendido entre o 4º domingo antes do Natal e a noite de Natal. Suas cores litúrgicas são o roxo e o rosa.
    No calendário litúrgico da Igreja Católica, o primeiro dia do ano não é 1º de janeiro, e sim o 1º domingo do Advento. O Advento é o primeiro tempo litúrgico do ano, que começa quatro domingos antes do Natal e termina na noite do dia 24 de dezembro. Segundo o dia da semana em que cai o Natal, o tempo do Advento pode ser ligeiramente modificado.
    O roxo e o rosa são as duas cores litúrgicas designadas para representar o tempo do Advento. Aparecem nas vestimentas dos sacerdotes, nos véus do sacrário, na parte frontal do altar e na coroa do Advento. O roxo é usado como símbolo de penitência e preparação, mas, no 3º domingo do Advento, conhecido como domingo "Gaudete", usa-se o rosa, que representa a alegria pela vinda de Jesus.
  2. O dia em que Jesus se fez Homem para redimir o mundo foi querido por Deus durante toda a eternidade. A Igreja participa e atualiza esta espera durante o Advento, tempo específico de preparação para o Natal.
    O Natal - dia em que Cristo nasceu para a redenção do mundo - é o dia em que o curso da história da salvação se transformou. São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, explica o significado da Encarnação assim: "É evidente que o Filho de Deus assumiu a nossa condição e veio a nós não por um motivo insignificante, e sim para o nosso bem. Ele se vinculou a nós, por assim dizer, tomando um corpo e uma alma humanos e nascendo de uma Virgem, para poder dar-nos a sua divindade. Dessa maneira, Ele se fez Homem para que o homem se faça Deus" (São Tomás de Aquino, "As três grandes orações - comentários sobre a Oração do Senhor, a Ave-Maria e o Credo dos Apóstolos").
    No Catecismo da Igreja, podemos ler: “A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento tão grandioso, que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da 'primeira Aliança', tudo Deus faz convergir para Cristo. Anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel” (CIC 522). No Antigo Testamento, aparecem várias proclamações deste tipo: “Espere Israel no Senhor, porque no Senhor há misericórdia, e nele há abundante redenção. E ele remirá a Israel de todas as suas iniquidades” (Sl 130, 7-8).
    Esta época de espera e de preparação não se dá apenas antes da Encarnação, mas em cada ano litúrgico e também na atualidade. O Catecismo afirma: “Ao celebrar em cada ano a Liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta expectativa do Messias. Comungando na longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo da sua segunda vinda” (CIC 524).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nota de Falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini



É com grande tristeza que comunicamos o falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, na manhã desta quarta-feira (13).

Dom Luiz estava internato no Hospital Stella Maris onde apresentava um quadro de pneumonia, que evoluiu para embolia pulmonar.

É com enorme pesar que nos despedimos de um homem que sempre lutou pelo Respeito à Vida, que não tinha medo de dedicar-se a proclamar o Evangelho. Que possamos seguir com fé os tantos exemplos que nos deixou, até mesmo nos momentos mais difíceis, como ele mesmo escreveu em na última postagem de seu blog:

“Desde pequeno, quando entrei no seminário, estou segurando nas mãos de Deus, para que Ele me conduza para onde quiser, que eu aceito tudo e só tenho a agradecer. Se Ele determinar que eu continue por aqui, todos nós daremos as mãos e seguraremos nas mãos de Deus para, juntos, combatermos as iniquidades e propagarmos o Evangelho por todos os telhados, através dos nossos blogs, da internet, do facebook e por todos os meios existentes.”

Obrigado Dom Luiz por tudo que fez por nossa diocese.


PROGRAMAÇÃO OFICIAL:

TODAS AS MISSAS E O SEPULTAMENTO OCORRERÃO NA CATEDRAL NO CENTRO DE GUARULHOS.

HOJE 13/06
12:00 – MISSA
14:00 – MISSA
16:00 – MISSA
19:30 – MISSA
22:00 – MISSA
SEGUE VELORIO POR TODA A NOITE

AMANHÃ 14/06
07:00 – OFÍCIO
08:00 – MISSA
10:00 – MISSA
11:30 – OFICIO
12:00 – MISSA
14:00 – MISSA
16:00 – MISSA EXEQUIAL SEGUIDA DO RITO DE INUMAÇÃO (SEPULTAMENTO)

quinta-feira, 7 de junho de 2012


Bispos destacam importância e significado do Corpus Christi

Nesta quinta-feira, 7, a Igreja celebra a festa de “Corpus Christi”. É uma celebração onde se realiza uma procissão pelas vias públicas, Missa e adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo cristão.
O Cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que o Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.
“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.
Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), Dom Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna comunhão com os irmãos”.
Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, a solenidade traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante a vida e o Evangelho. “É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”
Tradição
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – canôn 944 – estipulou que fosse mantida a obrigação de manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível haja procissão pelas vias públicas’. Cada diocese se mobiliza para realizar a celebração, por isso cabe aos bispos escolherem de que forma a festa será promovida, para garantir a participação dos diocesanos.
Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes que cobrem o trajeto por onde passará a procissão de Corpus Christi. Feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, pó de café e outros materiais, a confecção desses tapetes, de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa, mobiliza grande número de fiéis. Essa procissão do povo de Deus, recorda a busca à Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

domingo, 27 de maio de 2012


Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se numa vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.
Tiveram dois filhos, e ela como mãe buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.
Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo.
Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.
Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.
Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa.
Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito, devido a humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava aos outros. E teve que viver resguardada.
Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez sofrer por 4 anos.
Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. 
“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 
Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. 
Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus! Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas? Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.” 
(Atos dos Apóstolos 2,1-13)

sexta-feira, 18 de maio de 2012



FORMAÇÕES

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Por que o celibato do sacerdote?

O casamento poderia trazer muitas dificuldades aos sacerdotes
Jesus Cristo é o verdadeiro sacerdote e foi celibatário; então, a Igreja vê n'Ele o modelo do verdadeiro sacerdote que, pelo celibato, se conforma ao grande Sacerdote. Jesus deixou claro a Sua aprovação e recomendação ao celibato para os sacerdotes, quando disse: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda” (Mateus 19,12).
Nisso Cristo está dizendo que os sacerdotes devem assumir o celibato, como Ele o fez, “por amor ao Reino de Deus”. O sacerdote deve ficar livre dos pesados encargos de manter uma família, educar filhos, trabalhar para manter o lar; podendo assim dedicar-se totalmente ao Reino de Deus. É por isso que, desde o ano 306, no Concílio de Elvira, na Espanha, o celibato se estendeu por todo o Ocidente, até que em 1123 o Concílio universal de Latrão I o tornou obrigatório.
É preciso dizer que a Igreja não impõe o celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente e com alegria por aqueles que têm essa vocação especial de se entregar totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que o Senhor concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.
No início do Cristianismo a grandeza do celibato sacerdotal ainda não era possível; por isso São Paulo escreve a Timóteo, que o grande Apóstolo colocou como bispo de Éfeso, dizendo: “O epíscopo ou presbítero deve ser esposo de uma só mulher” (1Tm 3, 2). Estaria, por isso, o padre hoje obrigado a se casar? Não. O Apóstolo dos gentios tinha em vista uma comunidade situada em Éfeso, cujos membros se converteram em idade adulta, muitos deles já casados. Dentre esses o Apóstolo deseja que sejam escolhidos para o sacerdócio homens casados (evitando os viúvos recasados). Já no ano 56, São Paulo, que optou pelo celibato, escrevia aos fiéis de Corinto (cf. 1Cor 7,25-35) enfatizando o valor do celibato: “Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecessem como eu. Mas se não podem guardar a continência que se casem” (1Cor 7,8). “Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher”. São Paulo se refere às preocupações ligadas ao casamento (orçamento, salário, educação dos filhos...). E enfatiza:
“Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido”. “Procede bem aquele que casa sua virgem; aquele que não a casa, procede melhor ainda” (1Cor 7, 38). A virgindade consagrada e o celibato não tinham valor nem para o judeu nem para o pagão. Eles brotam da consciência de que o Reino já chegou com Jesus Cristo.
O último Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia confirmou o celibato e o Papa Bento XVI expressou isso na Exortação Apostólica pos-sinodal“Sacramentum Caritatis”, de 22 fev 2007. Disse o Sumo Pontífice:
“Os padres sinodais quiseram sublinhar como o sacerdócio ministerial requer, através da ordenação, a plena configuração a Cristo... é necessário reiterar o sentido profundo do celibato sacerdotal, justamente considerado uma riqueza inestimável e confirmado também pela prática oriental de escolher os bispos apenas de entre aqueles que vivem no celibato (...) Com efeito, nesta opção do sacerdote encontram expressão peculiar a dedicação que o conforma a Cristo e a oferta exclusiva de si mesmo pelo Reino de Deus. O fato de o próprio Cristo, eterno sacerdote, ter vivido a sua missão até ao sacrifício da cruz no estado de virgindade constitui o ponto seguro de referência para perceber o sentido da tradição da Igreja Latina a tal respeito. Assim, não é suficiente compreender o celibato sacerdotal em termos meramente funcionais; na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo. Antes de mais, semelhante opção é esponsal: a identificação com o coração de Cristo Esposo que dá a vida pela sua Esposa. Em sintonia com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e com os Sumos Pontífices meus predecessores, corroboro a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus, e, consequentemente, confirmo a sua obrigatoriedade para a tradição latina. O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade” (n.24).
O Mahatma Ghandi, hindu, tinha grande apreço pelo celibato. Ele disse: “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto... “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa” (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974).
Alguns querem culpar o celibato pelos erros de uma minoria de padres que se desviam do caminho de Deus. A queda desses padres no pecado não é por culpa do celibato, e sim por falta de vocação, oração, zelo apostólico, mortificação, etc; tanto assim que a maioria vive na castidade e por uma longa vida. Quantos e quantos padres e bispos vivendo em paz e já com seus cabelos brancos!
O casamento poderia trazer muitas dificuldades aos sacerdotes. Não nos iludamos, casados, eles teriam todos os problemas que os leigos têm, quando se casam. O primeiro é encontrar, antes do diaconato, uma mulher cristã exemplar que aceite as muitas limitações que qualquer sacerdote tem em seu ministério. Essa mulher e mãe teria de ficar muito tempo sozinha com os filhos. Depois, os padres casados teriam de trabalhar e ter uma profissão, como os pastores protestantes, para manter a família. Quantos filhos teriam? Certamente não todos que talvez desejassem. Teriam certamente que fazer o controle da natalidade pelo método natural Billings, que exige disciplina. A esposa aceitaria isso?
Além disso, podemos imaginar como seria nocivo para a Igreja e para os fiéis o contratestemunho de um padre que por ventura se tornasse infiel à esposa e mãe dos seus filhos! Mais ainda, na vida conjugal não há segredos entre marido e mulher. Será que os fiéis teriam a necessária confiança no absoluto sigilo das confissões e aconselhamentos com o padre casado? Você já pensou se um dos filhos do padre entrasse pelos descaminhos da violência, da bebedeira, das drogas e do sexo prematuro, com o possível engravidamento da namorada?
Tudo isso, mas principalmente a sua conformação a Jesus Cristo, dedicado total e exclusivamente ao Reino de Deus, valoriza o celibato sacerdotal.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe  Site do autor: www.cleofas.com.br

domingo, 13 de maio de 2012



“Acreditar é a primeira característica do
homem e da comunidade de fé”
A partir dessa edição da Folha Diocesana visitaremos aquilo que é a profissão da
nossa fé: O Credo. Esse estudo terá continuidade
nas próximas edições de nosso informativo diocesano. Nos basearemos naquilo que nos ensina
o Catecismo da Igreja Católica.
Afirmamos todos os domingos em nossas comunidades que CREMOS EM DEUS: Crer é
acreditar. Acreditar é a primeira característica do
homem e da comunidade de fé. Nós não cremos
de forma solitária, mas cremos junto com a comunidade. A nossa fé é a de um povo. Não podemos professar a fé neste Deus e nos mantermos
solitários e fechados aos irmãos. Por outro lado,
a nossa afirmação de fé é individual e pessoal. O
cristianismo é a religião da afirmação de fé pessoal, mas que é feita em comunidade.
Cremos em Deus. Mas quem é esse Deus
no qual acreditamos? É o Deus dos pobres! Deus
trindade! Deus de Jesus! A bíblia nos mostra
quem é Deus: Ele sempre se posicionou do lado
dos sofredores, vendo seus sofrimentos e ouvindo seus clamores. Foi assim na escravidão do
povo no Egito. Esse Deus que liberta da escravidão é também comunhão de pessoas. Ele é Pai,
Filho e Espírito Santo.
CREMOS EM DEUS PAI: Jesus nos revela a
face paterna de Deus. Ele é Pai de todos. Por isso
somos todos irmãos, membros de uma mesma
família e não devemos tolerar a escravidão e a
injustiça.
TODO PODEROSO CRIADOR DO CÉU E DA
TERRA: Deus é Pai, ou seja, não é distante e não é
indiferente. Foi o seu poder que criou. É o poder
do amor que se derrama e faz surgir a criação.
O poder do Criador não o torna indiferente, pois
seu poder é gerador de vida e de relações. Tudo
que existe é fruto do poder de Deus. Nada veio
do acaso. Tudo e todos têm um papel para desenvolver; e isso não é destino, mas resposta de
amor que damos às propostas do Senhor.
O Senhor criou tudo e continua a recriar
toda a criação. Tudo é acompanhado de perto
por Deus. Ele não cria e abandona, pelo contrário
faz surgir e faz crescer: o bem, o amor, a justiça
e todas as coisas visíveis. As coisas visíveis e invisíveis são criadas por Deus. Por isso afirmamos
que queremos sua vontade assim na terra como
no céu, pois sabemos que tudo provém Dele.
Acreditamos no Senhor dos pobres, que é Comunhão de Pessoas, é Pai de Jesus e nosso e Criador
de tudo.
ESSA É A FÉ DA IGREJA QUE
SINCERAMENTE PROFESSAMOS!
C

Folha Diocesana de Guarulhos  |  Maio de 2012
3
Voz do Pastor
Maria minha mãe, mostrai-nos Jesus
por  Dom Joaquim Justino Carreira - Bispo Diocesano
MARIA MINHA MÃE
MOSTRAI-NOS JESUS
GUIAI-NOS PARA ELE.
ENSINAI-NOS A CONHECÊ-LO E A AMÁ-LO!
Queridos Presbíteros, Religiosos,
Religiosas e amado Povo de Deus,
Pax Vobis !
”Santa Maria, Mãe de Deus, Vós destes ao
mundo a luz verdadeira, Jesus, vosso Filho – Filho de
Deus. Entregastes-Vos completamente ao chamado de
Deus e assim Vos tornastes fonte da bondade que brota
d´Ele. Mostrai-nos Jesus. Guiai-nos para Ele. Ensinai-
-nos a conhecê-Lo e a amá-Lo, para podermos também
nós tornar-nos capazes de verdadeiro amor e de ser
fontes de água viva no meio de um mundo sequioso”.
 Esta oração do Papa Bento XVI, conclui a Carta
Encíclica “Deus Caritas Est”. O Papa dirige esta oração
a Maria, Virgem e Mãe, para que Ela mostre à Igreja o
que é o amor, de onde vem a força do amor verdadeiro.
Faremos algumas reflexões inspiradas nos nú-
meros 40 a 42 da “Deus Caritas Est”, mostrando-nos
Maria como modelo de vida cristã e nossa auxiliadora.
Maria é a nossa Mãe, a Mãe da Igreja, segundo
as palavras de Jesus a João e, através dele, estas mesmas palavras se dirigem a cada um e a todos os discípulos de Cristo, de geração em geração: “Eis aí a tua mãe”.
(Jo 19,27).
Deus é Santo e nos criou para sermos santos,
como Ele é santo.
O chamado à Santidade é um projeto de Deus,
destinado a cada ser humano que Ele criou à sua imagem e semelhança.
Entre os Santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade e exemplo perfeito
de vida cristã intensa e coerente. O Evangelho testemunha o empenho de Maria:
- No serviço da caridade: junto a Izabel, nas bodas em
Caná.
- Seu empenho na oração: glorificando a Deus e não a
si mesma.
- Seu empenho na humildade: desejando apenas ser a
serva do Senhor.
- Seu empenho na salvação do mundo: colocando-se à
disposição das iniciativas de Deus.
Seu empenho na esperança: acreditando nas promessas de Deus.
- Seu empenho na fé: “feliz aquela que acreditou”.
Maria fala e pensa com a Palavra de Deus; essa
se torna palavra d´Ela, e a sua palavra nasce da Palavra
de Deus.
O Magnificat. A oração de Maria, que a Igreja
reza todos os dias na oração da tarde, retrata a alma de
Maria inteiramente tecida com fios tirados da Palavra
de Deus.
Por isso, dizendo sim à vontade de Deus, Ela se
torna Mãe da Palavra encarnada, e com discrição conduz o nascimento e o crescimento de Jesus em sabedoria, estatura e graça e aceita ser transcurada no período
da vida pública de Jesus.
No nascimento da Igreja, enquanto os discípulos fogem, Maria permanece junto da cruz e mais tarde
espera a vinda do Espírito Santo, prometido, junto com
os Apóstolos e discípulos agora reunidos pelo Ressuscitado.
Maria continua acompanhando a Igreja na sua
missão de evangelizar e de testemunhar o Amor de
Deus de geração em geração.
Olhemos para Maria e aprendamos o caminho
da fé, da esperança, da caridade, da oração, da humildade e também, como devemos fazer para levar a salvação de Deus a todas as pessoas do mundo.
Entreguemo-nos à nossa missão de pastores e
fiéis do Povo de Deus, seguindo os passos de Maria  que
se entregou a Deus para que o Salvador pudesse nascer
numa família e nos salvar.
Acolhamos o Amor de Deus na nossa vida, na
nossa história e também nós poderemos ser benditos.
O amor é possível, e acontece quando nos unimos intimamente a Deus, pois quem bebe da fonte do amor de
Deus, torna-se ele próprio uma fonte “da qual jorram
rios de água viva” (Jo 7,38).
Busquemos a  unidade pastoral organizando as
pastorais fundamentais e dando formação aos nossos
agentes. Celebremos as liturgias segundo as orienta-
ções da Igreja, zelemos pelos sinais litúrgicos para que
expressem o que representam e nos ajudem a acolher
o que significam.
Imaculada Conceição Padroeira de nossa amada Diocese de Guarulhos rogue por nós, que recorremos a vós!
Com as bênçãos e a estima de
+ Joaquim Justino Carreira

Voz do Pastor – Maio 2012

MARIA MINHA MÃE,
MOSTRAI-NOS JESUS.  GUIAI-NOS PARA ELE.
ENSINAI-NOS A CONHECÊ-LO E A AMÁ-LO!

Queridos Presbíteros, Religiosos, Religiosas e amado Povo de Deus,

Pax Vobis !

”Santa Maria, Mãe de Deus, Vós destes ao mundo a luz verdadeira, Jesus, vosso Filho – Filho de Deus. Entregastes-Vos completamente ao chamado de Deus e assim Vos tornastes fonte da bondade que brota d´Ele. Mostrai-nos Jesus. Guiai-nos para Ele. Ensinai-nos a conhecê-Lo e a amá-Lo, para podermos também nós tornar-nos capazes de verdadeiro amor e de ser fontes de água viva no meio de um mundo sequioso”.

Esta oração do Papa Bento XVI, conclui a Carta Encíclica “Deus Caritas Est”. O Papa dirige esta oração a Maria, Virgem e Mãe, para que Ela mostre à Igreja o que é o amor e de onde vem a força do amor verdadeiro.
Faremos algumas reflexões inspiradas nos números 40 a 42 da “Deus Caritas Est”, mostrando-nos Maria como modelo de vida cristã e nossa auxiliadora.
Maria é a nossa Mãe, a Mãe da Igreja, segundo as palavras de Jesus a João e, através dele, estas mesmas palavras se dirigem a cada um e a todos os discípulos de Cristo, de geração em geração: “Eis aí a tua mãe”. (Jo 19,27).
Deus é Santo e nos criou para sermos santos, como Ele é santo.
O chamado à Santidade é um projeto de Deus, destinado a cada ser humano que Ele criou à sua imagem e semelhança.
Entre os Santos, sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade e exemplo perfeito de vida cristã intensa e coerente.
O Evangelho testemunha o empenho de Maria:
No serviço da caridade: junto a Izabel, nas bodas em Caná.
Seu empenho na oração: glorificando a Deus e não a si mesma.
Seu empenho na humildade: desejando apenas ser a serva do Senhor.
Seu empenho na salvação do mundo: colocando-se à disposição das iniciativas de Deus.
Seu empenho na esperança: acreditando nas promessas de Deus.
Seu empenho na fé: “feliz aquela que acreditou”.
Maria fala e pensa com a Palavra de Deus; essa se torna palavra d´Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus.
O Magnificat. A oração de Maria, que a Igreja reza todos os dias na oração da tarde, retrata a alma de Maria inteiramente tecida com fios tirados da Palavra de Deus.
Por isso, dizendo sim à vontade de Deus, Ela se torna Mãe da Palavra encarnada, e com discrição conduz o nascimento e o crescimento de Jesus em sabedoria, estatura e graça e aceita ser transcurada no período da vida pública de Jesus.
No nascimento da Igreja, enquanto os discípulos fogem, Maria permanece junto da cruz e mais tarde espera a vinda do Espírito Santo, prometido, junto com os Apóstolos e discípulos agora reunidos pelo Ressuscitado.
Maria continua acompanhando a Igreja na sua missão de evangelizar e de testemunhar o Amor de Deus de geração em geração.
Olhemos para Maria e aprendamos o caminho da fé, da esperança, da caridade, da oração, da humildade e também, como devemos fazer para levar a salvação de Deus a todas as pessoas do mundo.
Entreguemo-nos à nossa missão de pastores e fiéis do Povo de Deus, seguindo os passos de Maria  que se entregou a Deus para que o Salvador pudesse nascer numa família e nos salvar.
Acolhamos o Amor de Deus na nossa vida, na nossa história e também nós poderemos ser benditos.
O amor é possível, e acontece quando nos unimos intimamente a Deus, pois quem bebe da fonte do amor de Deus, torna-se ele próprio uma fonte “da qual jorram rios de água viva” (Jo 7,38).
Busquemos a  unidade pastoral organizando as pastorais fundamentais e dando formação aos nossos agentes. Celebremos as liturgias segundo as orientações da Igreja, zelemos pelos sinais litúrgicos para que expressem o que representam e nos ajudem a acolher o que significam.
Imaculada Conceição Padroeira de nossa amada Diocese de Guarulhos rogue por nós, que recorremos a vós!

Com as bênçãos e a estima de
+ Joaquim Justino Carreira